Qual é a pegada que você quer deixar no mundo?

O estilo de vida que adotamos deixa marcas diretas no meio ambiente e estas são comparáveis aos rastros (pegadas) impressos no chão à medida que caminhamos. Essas marcas serão maiores ou menores, dependendo de como se caminha.

A Pegada Ecológica é o indicador mais conhecido quando se fala em medir os impactos da ação humana sobre a natureza. Mas ela não está sozinha e, juntamente com a Pegada de Carbono e Pegada Hídrica, forma o que chamamos de Família de Pegadas.

Os três indicadores desta família são complementares e permitem analisar os múltiplos aspectos das consequências das atividades humanas sobre o capital natural.

  • Pegada Ecológica – Mede os impactos da ação humana sobre a natureza, analisando a quantidade de área bioprodutiva necessária para suprir a demanda das pessoas por recursos naturais e para a absorção do carbono.
  • Pegada de Carbono – Mede os impactos da humanidade sobre a biosfera, quantificando os efeitos da utilização de recursos sobre o clima.
  • Pegada Hídrica – Mede os impactos que as atividades humanas causam na hidrosfera, monitorando os fluxos de água reais e ocultos.

É importante destacar que nem tudo pode ser capturado por esses indicadores. É possível mapear apenas a utilização direta dos recursos naturais. Já os recursos indiretos que são oferecidos pela natureza, como os serviços de ecossistemas ou os valores de opção de usos futuros dos recursos naturais, não podem ser mapeados.

Todas as pegadas tentam capturar de diferentes formas as pressões do consumo humano sobre os recursos naturais.

Complementariedade

Os três indicadores da Família de Pegadas complementam-se mutuamente no que se refere à avaliação da pressão humana no planeta.

Para você que ficou interessado em como diminuir sua pegada ecológica, adotando práticas mais sustentáveis, é só conferir nosso Infográfico 10 Dicas Sustentáveis Para Um Mundo Melhor, no post anterior. Aproveite para ver em nosso site também http://www.castazuli.com na aba Atitude Sustentável, como estamos diminuindo nossa pegada ecológica ao contribuir com o Instituto Terra na preservação da Mata Atlântica.

Post Instituto Terra - Copia

Fonte: WWF – Brasil

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Consumista, eu?

shop

Após ler o nosso post sobre Fast Fashion um consumidor que ainda não está muito habituado com as questões ambientais se questionou sobre a sua forma de consumo. Confira abaixo:

Será que consigo ser um consumidor mais consciente?

As grandes lojas de vestuário criaram um sistema de negócios que acabou “educando” boa parte da população para um tipo de consumo descontrolado e mudando a forma como nós consumimos roupas e outros produtos.

Nos influenciaram a comprar de forma compulsiva e a buscar sempre preços cada vez mais baixos, ou seja, se vejo uma peça com um preço mais alto numa loja não tento entender o real valor por trás do desenvolvimento desta roupa, mas simplesmente busco outra mais barata.

A qualidade e a procedência não importam tanto, mas sim o preço e o seu impacto visual. Se o produto apresentar algum problema poucas semanas ou poucos meses depois não tem problema, é só descartar, já que estou acostumado sempre a visitar estas grandes lojas e a comprar os mesmos tipos de itens por um valor ainda menor.

Para falar a verdade até gosto de entrar naquele ambiente onde tudo parece bonito e agradável, então não vejo problema na repetição deste ciclo consumista.

A visão deste consumidor retrata bem a realidade da maior parte dos brasileiros.  Mas e você? Identificou-se em algum momento com este tipo de pensamento ou conhece pessoas assim? Afinal, que tipo de consumidor você é?

Fast Fashion

FOTO FASHION

É normal comprar uma roupa por um preço baixíssimo em uma grande loja de departamentos do shopping da sua cidade? E em poucos meses ou até semanas depois encontrar mais opções de roupas com os mesmos ínfimos preços nesta mesma loja? A sua resposta provavelmente será sim. E você já parou para pensar por que isto acontece?

A resposta é simples: trata-se do fast fashion, este modelo de negócios se baseia no lançamento de inúmeras coleções por ano com custos baixíssimos, não importando a origem dos produtos, as condições de trabalho nem por quem ou onde é feita sua fabricação.

No fast fashion o objetivo maior é o de vender cada vez mais, em quantidades cada vez maiores e em tempos cada vez mais curtos, independentemente das consequências às pessoas e ao meio ambiente. Bem-vindo à era do consumo das roupas descartáveis!

Mesmo em um mercado cada vez mais competitivo e até mesmo injusto ainda existem marcas que têm como essência a busca pela moda mais sustentável e consciente.

Normalmente estas grifes têm identidade própria e um estilo bem definido, como por exemplo, estas duas grandes referências: Stella McCartney e Flávia Aranha. Ir na contramão do mercado atual nem sempre é fácil. Mas, a satisfação de encontrar pessoas que têm a mesma linha de pensamento e sentem prazer em vestir esta moda mais autoral é imensamente recompensador.

Após esta rápida explicação exercite mais o seu poder de consumidor consciente e questione se o produto que você deseja consumir está alinhado com os seus valores. Fica a dica: Compre consciente e escolha bem!

Nas próximas semanas farei mais posts para mantê-los informados sobre este e outros assuntos. Valeu!

Seja mais!

Por Rodrigo Pires.

#savetheoceans

oceans

Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície da Terra, são os grandes produtores de oxigênio, regulam a temperatura do planeta e ainda nos fornecem comida. Porém, até 2050 poderemos ter mais plásticos do que peixes no mar. Não perca mais tempo e faça a sua parte! Separe seu lixo para reciclagem ou faça o descarte de forma consciente. #savetheoceans

Segue tabela com tempo aproximado de decomposição dos lixos no mar:

Produtos Anos
Filtro cigarro 5 a 10
Tampinha garrafa (pet) 15
Copo plástico 50
Sacola plástica mais de 100
Latinha alumínio 150
Garrafa plástica (pet) 400
Vidro mais de 4.000

A motivação para fazer este post veio da estampa Mad Fish. Confira a arte em nossa loja virtual: http://www.castazuli.com

Por Rodrigo Pires.